O trauma pode estar mais presente na nossa vida do que imaginamos. Ele não está só em grandes acontecimentos, mas também nas pequenas situações cotidianas que, com o tempo, vão deixando marcas em nossa maneira de viver, pensar e nos relacionarmos.
Isso pode vir de experiências passadas de abandono ou rejeição, que deixam uma marca emocional difícil de superar, tornando mais difícil se abrir para os outros.
Esse tipo de reação intensa pode ser um reflexo de um trauma não resolvido, que faz com que situações cotidianas se tornem muito mais difíceis de lidar do que deveriam.
Muitas vezes, quando estamos lidando com dor emocional, procuramos nos ocupar demais, como uma forma de evitar enfrentar o que realmente está acontecendo dentro de nós.
Se o luto é difícil de ser superado, pode ser que um trauma passado tenha tornado esse momento ainda mais doloroso, criando um vazio difícil de preencher.
Um dos sinais de que há trauma é a sensação de que o passado ainda está muito presente. Basta a lembrança de um evento difícil — mesmo sem querer — para que emoções intensas, pensamentos negativos ou imagens marcantes voltem com força. É como se o assunto se recusasse a virar passado.
A memória traumática costuma guardar detalhes vívidos: sons, cheiros, sabores, sensações físicas e emoções, como se tudo tivesse acontecido ontem. Essas lembranças ficam “congeladas” no cérebro, principalmente no hemisfério direito, que lida com nossas emoções. Já a capacidade de dar um novo significado à experiência e deixá-la no passado está mais ligada ao hemisfério esquerdo, que trabalha com lógica e racionalidade.

(47) 3170-3575


Rua Miguel Matte, 687 – Sala 1605 – Pioneiros – Balneário Camboriú